" Qualquer homem pode despir o corpo de uma mulher. Desnudar sua alma, porém, é tarefa para poucos." - Chandelli 69 Contos Secretos

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Aniversário de casamento - Final







   Ele acordou pelas 10 da manhã, e a viu deitada toda à vontade na cama, usando apenas o lençol como roupa. Levantou e foi direto para hidro que estava cheia desde depois que chegaram, quando ele tratou de enchê-la.
   Quando ela despertou, ele a chamou para entrar, e ficaram ali por um bom tempo. Ele havia pegado uma garrafa de cerveja e logo a serviu. Estavam sentados de frente um para o outro e riam lembrando a loucura no banheiro do restaurante. A cerveja acabou e ele levantou fazendo ondas que fugiram para a parte de fora.
   – Vou buscar mais uma – disse saindo.
   Ao colocar um de seus pés de apoio, ele não esperava este deslizar como se tivesse de patins e levá-lo direto de bunda ao chão. Ela levantou depressa perguntando se ele estava bem, e ele começou a rir ao mesmo tempo em que se erguia, fazendo-a rir também.
    – Só acontece comigo – reclamou caminhando e sorrindo nu até o frigobar. Ligou para o atendimento, pediu o almoço e renovou o pernoite. Voltou para a banheira, e ficou com ela até este chegar. Almoçaram e ficaram vendo filme.
   Ela deitada de bruços olhava-o, e ele retribuía. Ela sorriu timidamente, e ele devolveu esticando o braço e alisando seu rosto, colocando seus fios de cabelos soltos para trás da orelha.
   – Você é tão linda, ficaria aqui te olhando pelo resto da minha vida.
   Enquanto ela sorria novamente, ele deslizou a ponta dos dedos em direção aos seus ombros e continuava até chegas às suas costas cobertas pelo lençol. Afastou-o e continuou seguindo o caminho da coluna sem tirar os olhos dela que já se arrepiava.
Quando ele chegou às suas nádegas, soltou um gemido bem baixinho. Fechou os olhos. Seus dedos acariciavam toda a extensão da pele delicadamente. Atingiu a fenda que as parte no meio e desceu em direção aos seus lábios, já úmidos que invejava e implorava aqueles toques suaves. Ele chegou mais para frente e a beijou, deixou suas línguas trocarem carícias lentas e molhadas. Ora dava-lhe selinhos, ora dava-lhe beijos longos. Seus dedos invadiram o meio da suas pernas e faziam movimentos subindo e descendo. Ela o abraçava. O ritmo foi ficando mais quente à medida que os beijos ficavam mais vorazes. Ele mordia seu pescoço de leve e seus ombros. Seus dedos faziam umas investidas mais rápidas e concentradas. Seus corpos já se grudavam como se quisesse ser um só.
   Ele para e olha para ela, que com os olhos escuros o olhava também. A química entre eles era algo fora do comum. E, quando ouviu o sussurro em seu ouvido:
   – Quero sentir seu gosto.
   Ela se rendeu a ele. Seu corpo entrou em erupção e em seguida um alívio se libertou. Ele retirou seus dedos dela e os conduziu até a boca e os lambeu, depois, esfregou na boca dela e a fez chupá-los. Voltou a beijá-la e ergueu-se por cima das suas costas. Beijava-a por trás com agilidade e sede com sua mão segurando seu pescoço. Seus músculos rígidos e tensos, seu membro ereto encostava-se em suas nádegas, e logo procurou encontrar o caminho entre suas pernas. Penetrou-a. Com movimentos firmes e intensos. Sua língua fazia trilha em sua nuca, e seus lábios deixava rastros de beijos por todas as partes. Ela gemia. Ele rosnava em resposta. E, depois de alguns minutos saiu dela e sentou por cima de suas pernas, e ela se ergueu para trás e sentou em seu colo. Agora, ela que fazia o movimento, ela estava no controle. Ele afundava seu rosto em seus cabelos. E suas mãos apalpavam seus seios e ajudava-a a manter-se equilibrada.
   Ela quicava sem parar.
   – Vou gozar minha gostosa! – Anunciou.
   – Sou sua.
   Ele sussurrava palavrões misturados com adjetivos em seu ouvido ao mesmo tempo em que seu membro inchava mais ainda dando sinais que ia gozar. Sua respiração ofegante deixava-a mais excitada. E por um momento sua visão falhou, seu coração batia frenético e seus lábios pressionavam-se um contra o outro.
    – Uuurgh! – Rosnou quando seu líquido quente a preencheu. Ele grudou seu rosto no seus cabelos. Repetia seu nome baixinho e buscava a recuperação do fôlego.

   Terminaram de curtir o ambiente até dar a hora de ir para casa.
 
  
  
      
  

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Aniversário de casamento - Parte III












   O trânsito naquela hora os ajudou muito a chegarem rápido ao local que queriam. Ele desceu o vidro e pediu uma suíte, que já estava reservada, a atendente loura que mastigava chiclete e fazia bola até estourar. Após estacionarem o carro, subiram e descobriram um quarto incrível. Ele deu um passeio para ver quais as coisas que tinham de bom para usufruírem: Piscina térmica com hidromassagem; sauna a vapor; entre várias outras coisas, sendo tudo automatizado por um Ipad. A decoração estava muito romântica com pétalas de rosas e velas espalhadas no local, junto com chocolates e almofadas de cetim vermelho.
   Após darem um check-up no ambiente, eles deitaram na cama e passaram um tempo absorvendo aquele clima. Com apenas carinhos e conversa. Logo após uns 15 minutos, ele se aproximou dela e cravou o nariz em seus cabelos cheirosos e sedosos.
   – Hmmm – murmurou quando sentiu o cheiro do seu shampoo. Esfregou seus lábios no seu pescoço, segurou seu queixo e percorreu até grudá-los na boca dela. Parecia suplicar por aquele beijo. À medida que ele apertava seu corpo contra o dela, agarrando-a pela cintura, ela começou a suar, entregando-se a ele.
   – Diga-me o que faço contigo? – Disse-lhe arrancando seu vestido com selvageria.

domingo, 19 de abril de 2015

Aniversário de casamento - Parte II










   – Você está muito sexy nesse vestido! – Disse-lhe com os olhos brilhando de admiração e encantamento.
   Ela realmente estava sensual. Usava uma maquiagem que lhe dava um ar selvagem e devorador, suas pernas à mostra deixavam qualquer homem querendo cair aos seus pés. Abriu um sorriso quando ele reparou que ela estava usando o colar que ele havia lhe dado no aniversário do ano anterior.


   Na ida, ele passava as mãos sobre suas pernas a cada parada no semáforo. Suas mãos escorregaram até entre elas e percebeu que ela estava molhada com aquelas carícias.
   No restaurante, sentaram em uma mesa que ele havia reservado horas antes, nem muito no meio, mas também não isolada. O lugar era maravilhoso, aconchegante e ficava no terraço de um prédio muito sofisticado. A vista era incrível. O céu oferecendo-lhes um belo luar.
   Ao longo da conversa durante o prato principal ela perguntou-lhe:
    – O que a noite nos reservou? 
    – Sabe que tudo o que fizemos é fascinante. Sempre a quero mais e mais. O que está por vim ainda é surpresa – respondeu encostando as costas na cadeira e olhando-a nos olhos.
    – Mas... Poderíamos dá abertura às ideia. – falou com um tom de mistério e sorrindo.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Aniversário de casamento








   A campainha tocou, e ele foi correndo abrir a porta. Ela chegou com algumas sacolas de supermercado. Trocaram um selinho, e ele voltou para a cozinha.
  – Você não se cansa de tentar né?! – Falou-lhe caminhando em sua direção com um tom sarcástico e desafiador.
  – É nosso aniversário de casamento, preciso tentar – respondeu com ar confiante e decidido.
   Ela apenas sorriu e foi tirando as coisas da sacola.
   – Trouxe aquele vinho que você gosta – anunciou mostrando-lhe a garrafa e colocando-a no freezer.
  – Por isso que eu amo você! – Deu-lhe um beijo na sua testa.
  – Só por isso? Poxa – retrucou com uma expressão desapontada, mas com um pouco de ironia. – Só por isso mesmo? – Repetiu fazendo beicinho.
  – Você sabe que não! Poderia fazer uma lista enorme com os motivos de eu te amar tanto – justificou-se colando a boca na dela e dando-lhe um beijo segurando sua cintura.
   Apertou por baixo da suas nádegas e suspendeu-a colocando-a sentada em cima da pia.
Beijou e mordeu seu pescoço por um longo período de tempo. As línguas tocavam-se de um jeito delicioso e apaixonado. Quando ele lambia seus lábios, ela apenas respondia com grunhidos tímidos, mas libidinosos. Suas mãos percorreram por suas pernas até chegarem à altura do short jeans branco. Ela arranhava suas costas mostrando-lhe o quanto suas unhas estavam bem feitas e afiadas, enquanto ele colocou suas mãos em seus seios e acariciou-os. Depois de uns minutos, segurou seu rosto e declarou-se a olhando nos olhos com um jeito apaixonado e ao mesmo tempo sensual:
  – Quero você de verdade. Quero ficar contigo para sempre, quero poder sentir sua pele se arrepiando, ver seus olhos ficando pequenos cheios de prazer, ouvir seus lábios soltando gemidos incompreensíveis, até meus cabelos caírem.
  – Também te quero pra sempre, meu amor.
   Ela abriu o zíper da calça dele. E ele não soltava seu rosto, quando beijou-lhe com extrema vontade. A calça dele caiu no chão, e ela pôs a mão na sua ereção por cima da cueca boxer. Como ele estava sem camisa, a reação dela foi cravar as unhas novamente, mas desta vez em seu peitoral, deixando-o com linhas vermelhas que seguiam até a sua pélvis. Rugiu ao sentir aquela dor, entretanto, ao mesmo tempo excitava-se ainda mais. Seu coração batia desvairado que quase se podia ouvi-lo. O tesão do casal era ilimitado, ambos eram loucos um pelo outro, por cada detalhe, cada toque, cada sussurro. Uma veneração rara de se ver.
   Ele rasgou sua blusa bata cor de rosa com estampa de beijos, quando viu aquele olhar de excitação dela. Soltou o fecho do seu sutiã e devorou seus seios como se fosse um animal esfomeado. Ela agarrava seus cabelos observando-o chupá-los com seus olhos entreabertos. Gemia em seu ouvido fazendo-o aumentar a intensidade das sucções.  
  – Você me deixa louca! – Soprou com uma voz baixa e rouca.
   Ele chupava tão forte que lhe causava um pouco de dor, porém, sentiu seus músculos entre as coxas contorcerem-se quando ele enfiou o dedo pela entrada da perna do short e encostou-o na sua calcinha úmida. Sua visão por um momento não pode mais identificar imagens, seu corpo entrou em erupção quando ele encostou a ponta do dedo no clitóris e o pressionou.
   – Oh! Por favor! – Disse baixo quando ele friccionou com mais intensidade a ponta do seu dedo e fez movimento para cima e para baixo.
  – Aaaahh! – Respondeu entre os gemidos que não paravam até seu corpo explodir com um orgasmo de arrepiar toda sua pele.
   Ele parou. Tanto um quanto o outro estava sem fôlego. Suas pernas tremiam com os espasmos sobre a pia, e ele a olhou nos olhos e pronunciou:
  – Não me canso de te dar prazer.
   Apoiou a cabeça no seu pescoço e respirava fundo, ela o abraçou recuperando o ar. Quando ia beijá-la...
  
  – PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI!!!
   De repente, o alarme do forno começou a apitar freneticamente, foi quando ele lembrou-se do frango que estava assando para o jantar que pretendia preparar.
   Correu para ver como estava e ao abriu a porta do forno, a fumaça acinzentada saiu quase em seu rosto e tomou conta da cozinha inteira.
  – Que droga! – Reclamou incrédulo.
  – Que pena querido. Achei que dessa vez ia conseguir cozinhar pra mim – falou colocando as mãos em seu ombro e mostrando-se divertida com aquela situação.  
   – Não vou desistir! Mas... Hoje vamos ter que jantar fora – disse colocando o frango queimado, quase totalmente preto, na pia.
    Ela sorriu.


   Continua.